segunda-feira, 8 de junho de 2020

SEMANA 4 Indivíduo e Comunidade (Lei e Justiça)



(Igualdade/Equidade)

Vimos na aula anterior o surgimento da Política (Cuja invenção é atribuída aos Gregos e Romanos) e noções bem diferentes de como o ser humano é em relação à sociedade (Hobbes alegando que a sociedade é necessária pois naturalmente o homem é mau e precisa das leis. Já Rousseau, sustentou que a natureza do homem é boa, mas a sociedade o corrompeu).

Também estudamos no segundo conteúdo sobre a questão da Moral e da Ética e agora é hora de relacionar tudo isso:



O realismo político de Maquiavel

“Realismo político” é o princípio enunciado por Nicolau Maquiavel (1469/1527) segundo a qual a ação política encontra em si mesma a própria justificação, ao garantir a ordem e a liberdade da convivência civil.
A política portanto, consistiria em uma ciência autônoma (independente) de qualquer sistema ético ou religioso!

Em sua obra “O Príncipe”, Maquiavel sustenta que:

  • ·    Toda cidade é dividida por Dois desejos opostos: “O desejo dos grandes de oprimir e do povo de não ser oprimido”;
  • ·     A finalidade da política não é o “bem comum”, mas a tomada e manutenção do poder;
  • ·     O poder do príncipe (Governante), deve ser superior ao dos grandes e estar a serviço do povo.


Agora você já entendeu de onde surgiu a palavra “maquiavélico” não é? Por isso que a frase “Os fins justificam os meios”, é atribuída a este camarada.




Se século XVI Maquiavel inaugurou o pensamento político moderno, foi com Hobbes que deu ao tema do “poder” o primeiro tratamento “jurídico” na modernidade.

Para Hobbes o estado deve ser forte e “absoluto” para evitar o caos, garantindo o direito à vida e segurança. Contudo, com John Locke acrescentou-se a importância da “liberdade” e as críticas de Rousseau, nos remetem à questão da “igualdade”. (Teorias sobre direitos “naturais” e inatos foram fortificados no Iluminismo (XVIII) principalmente com ideias de filósofos como Emmanuel Kant).

E já que entramos no assunto da igualdade, que tal uma noção do polêmico Comunismo de Karl Marx?

Poderíamos dizer que a fome na África é uma vontade de Deus? Ou uma questão da política e do ser humano? 


Se você entendeu que essa responsabilidade é do ser humano, você concorda então com o materialismo histórico de Karl Marx, os acontecimentos históricos e culturais não possuem explicações “espirituais” mas sim, materiais.



Partindo da ideia do “materialismo histórico” Marx defendia que “Não é consciência que determina a existência, mas a existência que determina a consciência” ou seja, eu não sou uma criatura pré-determinada, mas é as experiências com a vida e a cultura em que nasci que vão moldando minha personalidade. Daí assume –se a responsabilidade humana na construção d e um mundo melhor.

(Se você nunca passou fome na sua vida, você “vê” a comida da mesma maneira que alguém que tenha passado fome? Não né?)

Marx criticou os filósofos por se contentarem em interpretar o mundo quando o que importa é mudar o mundo.

Assim, nos deparamos com o Comunismo, a proposta de um mundo melhor inspiradas nas ideias de Marx.

Para tal, a sociedade não teria classes sociais, sem propriedade privada dos meios de produção, onde a riqueza seria distribuída segundo a máxima: “De cada um conforme a sua capacidade para cada um conforme a sua necessidade”.

Olhando assim, vemos que o Comunismo não é um bicho papão, mas algumas pessoas vão abominar as ideias de igualdade ... Filósofos como Nietzsche vão alegar que igualdade não é justiça, pois não somos iguais por natureza, se eu sou melhor que você em algo, eu mereço mais ... e aí?

Com tudo isso em sua mente, reflita sobre a imagem do nosso título (Igualdade/Equidade) e a necessidade da política, Ops! Será que necessitamos? Rs


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