sexta-feira, 30 de outubro de 2020

PET 5 - 3 Antropocentrismo

 



Saudações!

Já comentamos sobre a postura do Antropocentrismo e sua ligação com o Modernismo ao abordar o filósofo Descartes, relembre clicando aqui aqui. Mas em suma:

 A partir do “Renascimento”, a religião que era o suporte do saber sofreu vários abalos, decorre daí um novo momento, o “Modernismo” cujas principais características são:

Antropocentrismo = Opondo-se ao pensamento “Teocêntrico”. O homem moderno coloca-se no centro das discussões e interesses. Mesmo na “Fé”, os adeptos da “reforma” defendiam o acesso ao texto bíblico e a livre interpretação;

Racionalismo = Foca-se a “razão” para discernir, distinguir e comparar;

Saber Ativo = Opondo-se ao Saber “contemplativo”, é a união entre “teoria” e “prática” submetendo a realidade à “experimentação”;

Método = O ponto de partida dos principais pensadores do século XVII (Descartes, Galileu, etc.) é a busca por um método adequado que leve à “verdade”

Assim percebemos a evolução do conhecimento no sentido de que no modernismo dava-se um maior valor ao uso da razão individual e à análise das “evidências empíricas” (O que marca o nascimento da ciência), ao contrário da escolástica medieval, que se limitava basicamente à consulta das autoridades do passado, como vimos, principalmente Aristóteles cujas ideias perduraram por dois mil anos e os primeiros Padres da Igreja.

Note que esse antropocentrismo moderno, baseia-se na "Razão" ,  Já na idade media, ele existia na perspectiva de que o homem era o centro do universo enquanto obra de destaque de Deus ...

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

PET 5 = 2 TEORIA DO CONHECIMENTO NA IDADE MÉDIA

 


Para entender o conhecimento na Idade média, temos que falar em todo a fase da Filosofia medieval, de quebra, vou lhes apresentar dois pensadores de destaque nesse período:

O cristianismo entra em cena pretendendo ser ao mesmo tempo, guia prático de vida (Moral) e “verdade”. Contudo a complexidade da mensagem evangélica suscitou uma série de problemas de grande porte;

1 - Problemas textuais - Seleção dos textos “inspirados”, pois bíblia é um conjunto d e livros e os filósofos /teólogos deveria saber selecionas os falsos e os verdadeiramente inspirados por Deus;

2 – Problemas de coerência entre o antigo e o novo testamento;

3 – Problemas teológicos - Como a fixação dos dogmas.

 Sobre a base dessas grandes questões era claro o esforço para definir a identidade do cristão o que ocorre em três períodos:

 1º Padres apostólicos (Séc. I d.C.) Que destacavam os interesses “morais” e “ascéticos” (que se volta para a vida espiritual), com privação dos prazeres do corpo;

2º Padres apologistas (Séc. II d.C.) Defesa do cristianismo com base na Filosofia;

3º Patrística (Séc. III d.C.) que usou a filosofia de forma sistemática para dar uma base racional para a “revelação” (Principalmente a de Platão.

 Assim, o problema central da filosofia cristã era o de conciliar as exigências da “razão” com as “revelações divinas” (Fé), o que podemos separar em dois momentos históricos: A Patrística (Séc. III d.C.) e a Escolástica (Séc. X à XIV d.C.)

 

Santo agostinho e o filosofar na fé

O neoplatonismo de Plotino (201/270 d.C.) mudou o modo de pensar de Agostinho (354/430 d.C.) levando a romper com o materialismo. Cativado pela fé, seu pensamento adquiriu nova essência, nascia o “filosofar na fé”.

A postura do “credo guia absurdum” (“Creio no absurdo”, pela fé) causava estranheza à Agostinho, pois segundo ele, a fé não substitui ou elimina a razão: A Fé seria um pre-conhecimento em relação à razão, mas esta, pode e deve transpor criticamente as “verdades da fé”.

Para entender essa perspectiva, devemos analisar a “Teoria da iluminação” de Santo Agostinho.

“Como é possível fazer conceitos imutáveis se tudo está em devir?”

Embora o platonismo seja uma forte influência na filosofia de Agostinho, ele não poderia aceitar a teoria do conhecimento do mesmo, A teoria da reminiscência que se baseava em outra vida. Afinal no dogma do cristianismo só há uma vida. Logo, Agostinho formulou sua teoria da iluminação:

Deus no ato da criação nos torna participantes do ser e da verdade sendo ele próprio a fonte da dela. A “suprema verdade” de Deus seria a “luz” que ilumina a mente humana no ato de conhecer.

Outra reflexão filosófica de Agostinho que merece atenção, foi o “problema do mal”: “Se tudo provem de Deus que é bom, de onde surgiu o mal?”

 Superando o dualismo maniqueísta (Crença de que tudo se resume à luta do bem contra o mal) Agostinho formulou três perspectivas acerca do problema do mal: 

1 – Mal metafisico (Ou ontológico): O mal não existe! O que que existe são grãos inferiores de ser em relação à suprema perfeição (Deus);

2 – Mal moral (Pecado): Surge da má contudo do ser humano em relação ao seu livre arbítrio (liberdade);

3 – Mal Físico (Doença, morte etc.): é consequência do mal moral (pecado original).

 Assim, concluímos que “O bem que há em mim é obra tua (Deus) mas o mal que há em mim é fruto do meu pecado”. Agostinho acrescenta que valendo-se exclusivamente de sua força sem a graça de Deus, o homem é vencido pelo pecado.

São Tomás de Aquino e a Escolástica

No século VIII, Carlos magno organizou escolas ligadas às instituições católicas, divulgando a cultura grega romana, mas com os conteúdos submetidos à teologia, o que marca o período da Escolástica (O termo vem de “escolas”).

 O representante máximo desse período foi Santo Tomás (1221/1274 d.C) cuja filosofia é considerada “preparação para a fé” além de ter uma função “apologética” (Argumento de que a fé pode ser comprovada pela razão) permitindo discutir até mesmo com quem não tem fé alguma.

 Tomás constata que Deus é o primeiro na ordem ontológica (A primeira coisa que “existe”, é Deus) mas não na gnosiológica (Não é a primeira coisa que você “conhece”). Logo, podemos deduzir sua existência por seus feitos, raciocínio que nos leva a sua Teologia - As cinco vias para provar a existência de Deus: 

·         A primeira via (do movimento) Tudo o que se move é movido por outro, mas para evitar um “regresso” infinito, devemos admitir que exista um “primeiro movimento” que não é movido por nada, esse primum movens é Deus;

·         A segunda via (da causa) Nenhuma coisa pode ser “causa” de si mesma, mas novamente, para evitar um regresso infinito, devemos admitir que exista uma causa primeira, que produz e não é produzida, tal concepção nos leva a ideia de um Deus;

·         A terceira via (da contingencia) Nem tudo pode ser contingente, mas é preciso que exista algo necessário. Ex: Uma casa só pode ser levantada depois das colunas e assim por diante,

·         A quarta via (da perfeição) Podemos deduzir níveis de perfeição e a maior delas culmina nos atributos de Deus;

·         A quinta via (da finalidade) Tudo o que existe, existe para um fim e as coisas agem de tal forma por serem ordenadas por uma inteligência, como a flecha disparada por um arqueiro. Este ordenador supremo seria Deus.

 Essas cinco vias de Tomás buscavam demonstrara a existência de Deus por meio da razão e não da “Fé”.

Podemos notar também, que esses argumentos estão calcados nas ideias de Aristóteles, o que nos mostra como a filosofia cristã buscava na filosofia “clássica” um embasamento mais racional para defender a fé cristã.

 


domingo, 18 de outubro de 2020

PET 5 = 1 Os Sofistas (Os sábios)

 


Saudações!

Eeeeeee lasqueira! Novamente o tema do PET é algo que eu já comentei! Os Sofistas, relembre clicando aqui

Resumidamente:

Por volta do século V A.C, surgiu na Grécia um grupo de pensadores que passaram a comercializar a filosofia. Em suma, defendiam que não existe uma “verdade universal”, mas somente opiniões.

O argumento da relatividade do conhecimento, basea-se na constatação de que, "O homem é a medida de todas as coisas" (Protágoras) ou seja, é a criatura humana que formula o conhecimento com base na sua percepção de mundo. Contudo, eu vejo a s coisas da mesma maneira que todo mundo? existe algum filme, livro, pessoa ou comida que TODO mundo vai gostar? 

Se uma pessoa diz que açaí é gostoso e outra diz que não é, ambas estão falando a verdade embora sejam respostas contraditórias, e seria nesse sentido a verdade "relativa".

Assim, os Sofistas ganhavam a vida comercializando a filosofia/conhecimento ao não terem compromisso com a "verdade" aos olhos de Sócrates que acusava-os de prostituirem-se (No sentido de cobrar para ensinar).

Contudo, na atividade da SEMANA 1 do PET 5 nós deparamos com uma nova perspectiva, a defesa desses que são considerados antagonistas dos Filósofos.

Para tal, podemos resumir no texto as seguintes colocações ou defesas dos sofistas:

Contribuíram para evolução do saber (a gramatica, a aritmética, etc.)

Se outrora cobravam pelos ensinamentos, isso se dava pelo fato de que a ocupação intelectual era privilegio daqueles com "situação melhor", (Ao povão restava o trabalho braçal vamos dizer assim). Assim, os sofistas que não eram nobres, precisavam ganhar o sustento com o seu conhecimento.

Quanto aos sofismas, argumentos enganosos, o texto ressalta que essa fama é devido a atenção demasiada em certos nomes considerados Sofistas e exerciam essa prática.

Por fim, destaca-se a contribuição dos Sofistas para a elaboração de uma raciocínio mais rigoroso que seria o "embrião" da Lógica que foi desenvolvida por Aristóteles.

E então meus queridos, teriam sido os Sofistas injustiçados pela história? De qualquer forma, é inegável a contribuição deles para a evolução do conhecimento, da própria Filosofia!

domingo, 27 de setembro de 2020

SEMANA 4 PET 4 Nietzsche

 Saudações! 



Vamos conhecer um pouco mais de Nietzsche (1844/1900):

“Os homens inventaram o ideal para negar o real”

Sem dúvida, um dos pensadores mais influentes do século XX é Nietzsche, que se considerava um pensador póstumo, alegava inclusive que: “Meu nome estará ligado à lembrança de uma crise como jamais houve na terra”. Podemos entender que essa crise, é justamente o que vimos na aula anterior, a crise da razão.

Sua “filosofia do martelo” atacou todas as “verdades absolutas” (Ídolos) levando ao polêmico anuncio da “morte de deus”, que na verdade indica o desaparecimento da “cultura moderna” como vimos, de todas as ideologias (ideias iluministas por exemplo), filosofias e religiões que no passado, iludiram e confortaram o homem segundo Nietzsche.

Nietzsche promove a ideia do “super-homem” (Übermensch), aquele que supera psicologicamente esse evento e com o “espirito dionisíaco” aceita a vida com seu caos e ausência de sentido.

Dionísio era o deus grego da festa/vinho e alegria, contrapõe Apolo, o deus que representa a razão e da ordem, Nietzsche se apropria desses dois símbolos para descrever a tenção que existe entre “instintos” e a “razão”, criticando assim o culto da razão e valorizando os instintos.

Seu método, a genealogia, partia na “busca da origem” da origem dos valores e ideias, o que mostra a relativização dos mesmos diante das condições históricas e culturais.

Assim, Nietzsche foi um grande crítico da moral, em especial a cristã (A chamando de moral dos escravos) sustentando que só existe moral autentica quando o homem age por sua própria iniciativa enquanto ser de liberdade, pela autonomia, ou seja, capacidade de decidir por si mesmo.




 


domingo, 20 de setembro de 2020

SEMANA 3 PET 4 - Marxismo (Indivíduo e sociedade)

 


Um pensador de enorme influencia, sem dúvida, foi Karl Marx (1818-1883), filósofo, economista, historiador, jornalista, revolucionário alemão e um dos fundadores do socialismo científico.

Muito comum abordar as ideias de Marx sem levar em conta o materialismo histórico, reflexão mais filosófica. Contudo, tal conceito sustenta todo o edifício teórico de Marx.

Quando pensamos em “materialismo”, nos vem à mente a “pessoa materialista”, apegada em bens materiais, que só pensa em ganhar dinheiro etc

Contudo, o materialismo na filosofia é a teoria segundo a qual, as causas das mudanças e acontecimentos no mundo, não seriam de origem ideal ou “espiritual”, mas sim, de origem material, histórica, cultural, econômica etc. Ou seja, toda a miséria e sofrimento que vemos em relação à África ou países em guerra, podem ser explicados como algum tipo de punição “divina”? ou questões econômicas, de exploração, ganância e desigualdade?

 Logo, a nova abordagem de Marx partia do princípio que as condições materiais em que as pessoas vivem, determinam a organização social. Assim, Marx não se limitou a uma abordagem apenas sociológica, mas também histórica e econômica a fim de identificar as causas das desigualdades sociais.

Mais-valia



Para Marx, o trabalho gera a riqueza, portanto, a mais-valia seria o valor extra da mercadoria, a diferença entre o que o empregado produz e o que ele recebe. Assim surge o conceito de mais-valia que descreve obtenção dos lucros no sistema capitalista. 

O “lucro” não é compartilhado com o trabalhador que é realmente o produtor da riqueza, mas fica com o dono dos meios de produção.

Socialismo Científico

Marx considerava inevitável a ação política do operariado contra a ordem capitalista e a sociedade burguesa, somente pela revolução socialista, iria surgir uma nova sociedade.

Para tal, inicialmente o controle do Estado seria de uma ditadura do proletariado e a socialização dos meios de produção, eliminando a propriedade privada. O que levaria posteriormente ao o “comunismo”, que representaria o fim de todas as desigualdades sociais e econômicas e o fim do próprio Estado.

 O comunismo

É muito comum as pessoas julgarem que socialismo e comunismo seriam a mesma coisa, mas não é bem assim:

Para Marx o Socialismo seria uma “ponte” até o Comunismo, este por sua vez, a concepção de uma sociedade “sem classes sociais” (Ricos e pobres ou burguesia e proletariado), para tal, não haveria a propriedade privada dos “meios de produção” (fábricas etc) e toda a riqueza social seria dividida segundo a célebre frase: “De cada um conforme a sua capacidade para cada uma conforme a sua necessidade”

As ideias de Marx influenciaram a Revolução Russa de 1917, além de teóricos e políticos, como: Lênin, Stálin, Trótski, Che Guevara, Mao Tsé-Tung. O que levou vários governos a se proclamaram “socialistas” como a URSS, Cuba, Coreia do Norte, etc. Note que cada um consequentemente fez uma interpretação de Marx ...

Toda a crítica de Marx volta-se para o Capitalismo pois segundo ele, é o sistema que permite e legitima toda a desigualdade social, tema da próxima aula ...


Uma palavrinha minha: https://youtu.be/AL2Wkv5Jnag

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

SEMANA 2 PET 4 Schopenhauer "Viver é sofrer" ?

 


Saudações! 

Nessa semana nos deparamos com o Famoso Arthur Schopenhauer (1788 - 1860), Filósofo que aparece em muitos Memes de internet sobre "sofrimento humano":

A filosofia de Schopenhauer inicia como oposição à filosofia de Hegel. O mundo é representação minha. Dessa forma inicia-se a principal linha de pensamento de Schopenhauer:

Nós não conhecemos o mundo como ele realmente é, somente temos instrumentos sensoriais que nos mostram o mundo dentro das suas capacidades perceptivas. O mundo é uma construção nossa, é uma representação nossa, assim, O mundo como o percebemos é um conjunto de representações dependentes da consciência, do espaço e do tempo.

A “vontade” é a essência do mundo e é conflito que leva à dor causada pela força contínua opositora entre as vontades do mundo. A vontade é infinita pois nasce do descontentamento do próprio estado e é um sofrimento enquanto não é satisfeita, mas mesmo que satisfeita a satisfação não dura e a vontade satisfeita se inclina para um novo estado de descontentamento, em um processo de geração de vontades infinito. Sendo também infinita a dor e o sofrimento gerados nesse processo.

Essa cadeia de geração de vontade e sofrimento só pode ser superada através da arte. Na experiência estética o homem se anula como vontade esquecendo-se de si mesmo e do seu sofrimento.

Para conhece-lo, deixo aqui um Vídeo e a recomendação desse canal no Youtube SUPERLEITURAS", que sempre traz pensadores famosos da humanidade de uma forma sucinta e objetiva:


Gostaria de sugerir outro vídeo para desencadear uma reflexão extra, que elucida ainda mais a perspectiva de Schopenhauer acerca da situação angustiante ou de sofrimento que a existência humana gera:



Lembre do Kant que também foi citado clicando aqui.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

SEMANA 1 PET 4 São Tomás de Aquino

 Saudações! 

Nessa nova etapa, quem deu as caras é São Tomas, se achou interessante a colocação dele acerca do conhecimento racional e a postura cristã, vamos conhecer um pouco mais dessa postura:



São Tomás de Aquino e a Escolástica

No século VIII, Carlos magno organizou escolas ligadas às instituições católicas, divulgando a cultura grega romana, mas com os conteúdos submetidos à teologia, o que marca o período da Escolástica (O termo vem de “escolas”).

 O representante máximo desse período foi Santo Tomás (1221/1274 d.C) cuja filosofia é considerada “preparação para a fé” além de ter uma função “apologética” (Argumento de que a fé pode ser comprovada pela razão) permitindo discutir até mesmo com quem não tem fé alguma.

Tomás constata que Deus é o primeiro na ordem ontológica (A primeira coisa que “existe”, é Deus) mas não na gnosiológica (Não é a primeira coisa que você “conhece”). Logo, podemos deduzir sua existência por seus feitos, raciocínio que nos leva a sua Teologia - As cinco vias para provar a existência de Deus: 

·         A primeira via (do movimento) Tudo o que se move é movido por outro, mas para evitar um “regresso” infinito, devemos admitir que exista um “primeiro movimento” que não é movido por nada, esse primum movens é Deus;

·         A segunda via (da causa) Nenhuma coisa pode ser “causa” de si mesma, mas novamente, para evitar um regresso infinito, devemos admitir que exista uma causa primeira, que produz e não é produzida, tal concepção nos leva a ideia de um Deus;

·         A terceira via (da contingencia) Nem tudo pode ser contingente, mas é preciso que exista algo necessário. Ex: Uma casa só pode ser levantada depois das colunas e assim por diante,

·         A quarta via (da perfeição) Podemos deduzir níveis de perfeição e a maior delas culmina nos atributos de Deus;

·         A quinta via (da finalidade) Tudo o que existe, existe para um fim e as coisas agem de tal forma por serem ordenadas por uma inteligência, como a flecha disparada por um arqueiro. Este ordenador supremo seria Deus.

 Essas cinco vias de Tomás buscavam demonstrara a existência de Deus por meio da razão e não da “Fé”.

Podemos notar também, que esses argumentos estão calcados nas ideias de Aristóteles, o que nos mostra como a filosofia cristã buscava na filosofia “clássica” um embasamento mais racional para defender a fé cristã.